
Assaduras em idosos: como prevenir e tratar?
As dermatites, popularmente conhecidas como assaduras, não acometem apenas bebês que usam fraldas, mas podem ser frequentes também em adultos, especialmente em quem está com sobrepeso ou possui dificuldades de locomoção (pacientes acamados ou deficientes físicos usuários de cadeiras de rodas).
A irritação é causada pelo contato da pele com substâncias como urina e suor, ocasionando a proliferação de fungos e bactérias. Os locais mais afetados são coxas, virilha e axilas, pela constate fricção da pele e, principalmente, pelo calor e umidade comuns nessas áreas.
Os sintomas mais frequentes são sensação de queimação e coceira, aspecto avermelhado na região e, em alguns casos em que a pele está muito ferida, dor.
Manter a pele sempre limpa e seca é a melhor forma de prevenir as assaduras. Outro recurso muito eficaz é a hidratação do local com cremes a base de petrolato, óxido de zinco e lanolina. Porém, quando a dermatite já estiver instalada, deve-se manter a área afetada bem limpa, seca e ventilada.
Apesar de todos os cuidados, se o quadro não apresentar melhora, é necessário acompanhamento médico para avaliar quais são os antifúngicos mais indicados e se há necessidade de antibióticos para complementar o tratamento.
Tal como acontece com todos os orgãos do corpo humano, a estrutura e as funções da pele se modificam com o passar do tempo. Existe certo sincronismo no envelhecimento dos diversos órgãos, mas sem total paralelismo. O comando geral é regulado pela genética, que, todavia, não exerce influência igual sobre todos os indivíduos. Devemos considerar também que fatores extrínsecos podem se associar ao tempo de vida, sendo o mais importante deles a exposição solar. Distinguimos, portanto, dois conceitos de envelhecimento cutâneo:
1. Envelhecimento intrínseco (envelhecimento cronológico e envelhecimento patológico).
2. Envelhecimento extrínseco (fotoenvelhecimento).
Em ambos, fatores individuais podem ter importância no grau e na intensidade das manifestações; desse modo, indivíduos com 50 anos podem aparentar 70 anos de idade e vice-versa. Ao lado do envelhecimento cronológico existe o envelhecimento patológico precoce, que engloba as síndromes genéticas que, de forma prematura, imitam clinicamente as modificações do envelhecimento cronológico, tais como progeria (síndrome de Hutchinson-Gilford), progeria do adulto ou pangeria (síndrome de Werner), eritema telangiectásico congênito (síndrome de Bloom), poiquilodermia congênita (síndrome de Rothmund-Thomson), entre outras. Por fim, o envelhecimento aumenta a prevalência de certas doenças inflamatórias, infecciosas e neoplásicas
Fonte: Dr. Samantha Kellman, dermatologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz..
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